| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | E. cactorum |
O periquito-da-caatinga (Eupsittula cactorum) é uma ave da ordem dos Psittaciformes, família dos Psittacidae.
Também é muito conhecido no Nordeste pelos nomes de periquitinha, curiquinha, jandaia, gangarra, griguilim, guinquirra, papagainho, periquitão, guinguirra e grengueu.
Por ser uma ave sociável e inteligente (capaz de emitir palavras e aprender truques) tornou-se muito procurada como animal de estimação, e, portanto, vítima do tráfico ilegal. Os periquitos filhotes são retirados dos seus ninhos antes de poderem voar, por volta do mês de março e depois vendidos de forma ilegal em feiras ou em outros locais, como por exemplo, casas de traficantes de animais e através de grupos nas redes sociais. O comércio ilegal ainda não chegou numa situação crítica para a ave, não afetando diretamente sua proliferação, apesar disso, é recomendável combater este tipo de ato que é considerado crime, antes que ocasione em risco a espécie. Outro fator que torna essa espécie vitima da ação humana é a sua invasão as propriedades rurais para se alimentar das plantações de milho verde. Por causa desse hábito, a ave é muito perseguida por caçadores, sendo abatidas sob o pretexto de que elas são “danosas” às plantação de milho.
Seu nome científico significa: do (grego) eu = bom; e do (latim) psitta = periquito, papagaio; e do (latim) cactorum = cactos, planta espinhosa das regiões áridas. ⇒ Periquito bom que gosta de cactus.
Mede 25 centímetros de comprimento e pesacerca de 120 gramas. Tem a cabeça e corpo verde-acastanhada, dorso verde-oliva, asas verdes com as pontas azuis, peito alaranjado, bico marrom e barriga amarela.
Possui duas subespécies reconhecidas:
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2015); Piacentini et al. (2015).
Alimenta-se de frutas, flores, brotos e sementes. Gosta de frutas, bagos e principalmente de umbu (fruto do umbuzeiro, uma árvore típica do sertão nordestino), e também da fruta de oiticica e carnaúba, uma palmeira típica do sertão, também a fruta do trapiá (Crateva tapia), além dos frutos da palma-quipá (Tacinga inamoena) e do Mandacaru (Cereus jamacaru). A alimentação preferida dessa espécie, no entanto, é o milho verde das plantações rurais. Com um bico apropriado, essa ave rasga a palha da espiga do milho ainda no caule, e come parcialmente os grãos do milho verde. Esse é seu alimento preferido para criar sua prole. Da mesma forma que os papagaios, não é recomendável dar sementes de girassol, por causa do alto teor de gordura. Não é recomendável dar todo e qualquer tipo de alimento industrializado para consumo humano (como pães, cafés, biscoitos). Esses alimentos reduzem a vida do animal, pois afetam os rins e o estômago da ave. Para melhores recomendações é melhor consultar um veterinário.
O ninho é construído em cupinzeiros arborícolas ativos. A ave escava um túnel de acesso na base do cupinzeiro, de baixo para cima, tendo diâmetro compatível com o seu tamanho; essa entrada é bem discreta e muito difícil de se perceber, contribuindo para a segurança do ninho. Já no interior do cupinzeiro escava a câmara de postura, que é bem espaçosa, tendo, em média, 25 cm de diâmetro. Esta cavidade é forrada com madeira triturada, raspada das paredes, o que facilita a secagem do fundo, que pode ficar molhado e úmido por suas fezes, que são um pouco líquidas. Bota 9 ovos, que incuba por 25 a 26 dias. Os cupins permanecem no cupinzeiro, embora fechem todos os acessos ao interior da câmera e ao túnel, não importunando assim as aves adultas e seus filhotes.
Costuma voar em bandos entre 6 a 8 indivíduos, sempre vocalizando um som “krik-krik-krik-krik”, e tem vários hábitos de um papagaio, como o de levantar suas penas e ficar balançando a cabeça para cima e para baixo quando com raiva. Vem ao solo em busca de sementes e para beber água. Utilizam poças de água para se banhar e beber juntamente com o restante do bando. Gostam de fazer carícias uns com os outros para demonstrar amizade. No estado domesticado, pode aprender muitos truques.
Mais encontrado no cerrado e nas caatingas do Nordeste brasileiro.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: